Oiço, frequentemente, vozes de desânimo: desabafos de pessoa cansada ou desiludida pela aparente infecundidade do seu esforço: suspiros de desistência, colados à declaração fatal:"Já não vale a pena!...".
E uma vez ou outra, também me afecta esta espécie de nevoeiro da alma, que esconde horizontes e caminhos.
Para esta semana gostaria de ter sempre a virtude da perseverança e que a consciência da fragilidade não me impeça de tentar!
domingo, 25 de outubro de 2009
VALEU...POR TUDO DE BOM QUE A VIDA ME CONTINUA A DAR!!!

Como é possível ter passado este tempo e duas coisas tão importantes terem acontecido neste curto espaço de dias!
Até me esqueci de deixar aqui o "habitual" desejo de uma boa semana para todos! As minhas sinceras desculpas!
A 1ª coisa foi ter conseguido juntar as 3 gerações! A Rita veio de Itália, o João Sara e Vasquota de Bragança e o Afonso deixou por uns tempos as suas ideias "fervilhantes" no Porto!
Eu com os meus neurónios que são pródigos em imaginar coisas inesquecíveis, já tinha pensado há muito tempo neste momento, mas vivê-lo é na verdade emocionalmente muito intenso!
Depois, eu e o Vabenne fomos as 1ªs pessoas em Portugal, a recebermos o MG2, com assinatura. Para ser mais explicita deixarei aqui uma passagem do Youtube (para mim, modéstia à parte, só interessa verdadeiramente a partir da 2ª parte...!)
Cada vez acredito mais que um dia, em si, pode ser uma caixinha de surpresa! Por isso quero estar sempre atenta e vibrar, vibrar como se fosse o último!!!
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Bacouca
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domingo, outubro 25, 2009
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domingo, 18 de outubro de 2009
POLÍTICA SÓ A QUE É PRATICADA EM CASA!
.
Esta música, na altura era revolucionária. Agora, se voltasse a ser ouvida, era reaccionária!!!
A religião catolica marca o tempo com A.C (antes de Cristo) e D.C (depois de Cristo).
Por vezes a "perdiz não tem haver com a perdigota" mas para mim, e para o assunto que quero abordar, acho que tem: na política. A.C. (antes da conspiração- 24 Abril de 1974) eu era "revolucionária", mas D.C.(depois da conspiração), tornei-me "reaccionária".
Sei que vários factores contribuiram para isso e por isso fui-me "moldando". Antes de A.C. vivia em África e onde me foram incutidos o respeito,a igualdade de oportunidades, convivência pacifica com todos, e até mesmo a liberdade de expressão, fossem brancos, pretos, mestiços, ricos, remediados ou pobres.
Posso só dar 3 exemplos para o demonstrar:
- Já fumava nessa altura, uma marca de cigarros SL. Dizia, quando queria, aonde estivesse, mostrando o maço e depois virando-o, Seremos Livres /75.
- Num domingo, no Clube de Pesca estando eu no bar a beber coca-coca ouvi a meu lado, um preto pedindo uma cerveja. A mesma foi-lhe recusada. Perguntei porquê: menina estes pretos só sabem beber. Pedi uma, paguei e entreguei-lhe.
- Todos os que trabalhavam lá em casa ou na empresa do Pai e se ficavam doentes, iam para a clinica e eram tratados pelos mesmos médicos que nós.
D.C. as meninas (Mãe e irmãs) vieram para Portugal (eu estava a estudar na Rodésia e vim mais tarde). O Pai continuou para ver se o "ambiente" serenava mas sempre pensando em voltarmos todos. Até que um dia, um amigo dele, elemento do MPLA o informou que o Pai iria ser preso por acusações sem fundamento e por isso nessa noite ia dormir com ele no Hotel Continental para logo no dia seguinte lhe arranjar um lugar no 1º avião para Lisboa. Trouxe somente as chaves de casa e deixou um cheque assinado mas em branco ao Xavito (já o descrevi aqui) para o que fosse preciso.
No Verão quente de 75 eu e o Vabenne emigramos para Toulouse: era impossível estudar, era impossível trabalhar, a grande maioria era "facista" para quem não era do PC (pro conspiração).
Regressamos num periodo que começou a acalmar e onde apareceu alguém que me fez acreditar: Sá Carneiro.
Depois e novamente desgastada com as crises politicas acompanhei o Vabenne no convite que teve para ir para Macau.
Ai, tive oportunidade de trabalhar como secretária particular de secretários de estado, dos dois quadrantes políticos(equiparado a ministro em Portugal) numa área em que se "transpirava" política.* Aprendi, vi como ela se "faz", como ela é "vivida", como se "moldam" estratégias, notícias e como se "compra" tanto silêncio, tanto compadrio, tanta farsa. Uma experiência que muito me ensinou mas que me deixou totalmente descrente!!!
E assim continuo.
Por isso é que nunca irei aqui comentar nada relacionado com este tema pois, politica, só acredito na que é praticada em minha casa!
* Parece ironia do destino, mas irei explicar como aconteceu!
Esta música, na altura era revolucionária. Agora, se voltasse a ser ouvida, era reaccionária!!!
A religião catolica marca o tempo com A.C (antes de Cristo) e D.C (depois de Cristo).
Por vezes a "perdiz não tem haver com a perdigota" mas para mim, e para o assunto que quero abordar, acho que tem: na política. A.C. (antes da conspiração- 24 Abril de 1974) eu era "revolucionária", mas D.C.(depois da conspiração), tornei-me "reaccionária".
Sei que vários factores contribuiram para isso e por isso fui-me "moldando". Antes de A.C. vivia em África e onde me foram incutidos o respeito,a igualdade de oportunidades, convivência pacifica com todos, e até mesmo a liberdade de expressão, fossem brancos, pretos, mestiços, ricos, remediados ou pobres.
Posso só dar 3 exemplos para o demonstrar:
- Já fumava nessa altura, uma marca de cigarros SL. Dizia, quando queria, aonde estivesse, mostrando o maço e depois virando-o, Seremos Livres /75.
- Num domingo, no Clube de Pesca estando eu no bar a beber coca-coca ouvi a meu lado, um preto pedindo uma cerveja. A mesma foi-lhe recusada. Perguntei porquê: menina estes pretos só sabem beber. Pedi uma, paguei e entreguei-lhe.
- Todos os que trabalhavam lá em casa ou na empresa do Pai e se ficavam doentes, iam para a clinica e eram tratados pelos mesmos médicos que nós.
D.C. as meninas (Mãe e irmãs) vieram para Portugal (eu estava a estudar na Rodésia e vim mais tarde). O Pai continuou para ver se o "ambiente" serenava mas sempre pensando em voltarmos todos. Até que um dia, um amigo dele, elemento do MPLA o informou que o Pai iria ser preso por acusações sem fundamento e por isso nessa noite ia dormir com ele no Hotel Continental para logo no dia seguinte lhe arranjar um lugar no 1º avião para Lisboa. Trouxe somente as chaves de casa e deixou um cheque assinado mas em branco ao Xavito (já o descrevi aqui) para o que fosse preciso.
No Verão quente de 75 eu e o Vabenne emigramos para Toulouse: era impossível estudar, era impossível trabalhar, a grande maioria era "facista" para quem não era do PC (pro conspiração).
Regressamos num periodo que começou a acalmar e onde apareceu alguém que me fez acreditar: Sá Carneiro.
Depois e novamente desgastada com as crises politicas acompanhei o Vabenne no convite que teve para ir para Macau.
Ai, tive oportunidade de trabalhar como secretária particular de secretários de estado, dos dois quadrantes políticos(equiparado a ministro em Portugal) numa área em que se "transpirava" política.* Aprendi, vi como ela se "faz", como ela é "vivida", como se "moldam" estratégias, notícias e como se "compra" tanto silêncio, tanto compadrio, tanta farsa. Uma experiência que muito me ensinou mas que me deixou totalmente descrente!!!
E assim continuo.
Por isso é que nunca irei aqui comentar nada relacionado com este tema pois, politica, só acredito na que é praticada em minha casa!
* Parece ironia do destino, mas irei explicar como aconteceu!
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
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SERÁ A CRISE?
Ando baralhada! Será baralhada?
Baralhada é quando não se sabe o que se quer, o que se tem, o que se diz, o que fazer.
Pois eu:
-sei o que quero;
-sei o que tenho;
-sei o que digo;
-sei o que fazer.
Então que nome se dá a este estado em que se sabe o que se quer, sabe o que se tem, sabe o que dizer e ter tanto para fazer e dar por mim parada?
Será a crise dos "entas"? Espero bem que não pois eu quero acabar os cinquentas, passar pelos sessentas, setentas, oitentas (e por aí fora!) sempre em movimento e com os neurónios fervilhando.
Vou dar um tempinho...
Baralhada é quando não se sabe o que se quer, o que se tem, o que se diz, o que fazer.
Pois eu:
-sei o que quero;
-sei o que tenho;
-sei o que digo;
-sei o que fazer.
Então que nome se dá a este estado em que se sabe o que se quer, sabe o que se tem, sabe o que dizer e ter tanto para fazer e dar por mim parada?
Será a crise dos "entas"? Espero bem que não pois eu quero acabar os cinquentas, passar pelos sessentas, setentas, oitentas (e por aí fora!) sempre em movimento e com os neurónios fervilhando.
Vou dar um tempinho...
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
DI NORTE A SUL
"Um mundo cheio de dores verdadeiras, pára perante a dôr falsa de um futebolista"
Mia CoutoTambêm eu muitas vezes "paro" perante alguns sacrifícios que tenho que fazer, por algumas dores físicas que sinto, e mais grave ainda por algum contratempo que me possa surgir.
Sinto vergonha do meu egoismo! Por isso é que não perco a visita ao blog de uma querida amiga, a Diana! Com dedicação, com carinho, com profissionalismo, descreve as suas experiências como enfermeira.
Já uma vez deixei-lhe aqui um selo mas ela merece sempre mais e hoje deixo-lhe esta música porque acho que foi feita para ela.
Bem haja Di!
Obrigado Mike pela música.
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segunda-feira, outubro 12, 2009
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domingo, 11 de outubro de 2009
UMA BOA SEMANA
As casas precisam de ser arejadas. E a minha cabeça também: às vezes preciso de abrir as janelas e deixar que o vento leve o mofo que teima em afectar a vida!...
Assim que esta semana abra as janelas para varrer a neblina das preocupações e que o vento consiga agitar as cortinas das dúvidas, que filtram o sol. Que o vento assobie nas janelas que temo em fechar, mesmo que algumas portas batam e no jardim alguns ramos se dobrem!...
Assim que esta semana abra as janelas para varrer a neblina das preocupações e que o vento consiga agitar as cortinas das dúvidas, que filtram o sol. Que o vento assobie nas janelas que temo em fechar, mesmo que algumas portas batam e no jardim alguns ramos se dobrem!...
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
PARA VOCÊS OS DOIS....
"de amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto"
Natália Correia
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segunda-feira, outubro 05, 2009
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UMA BOA SEMANA!
Partiu Mercedes Sosa. Fica a sua luta, os seus ideais. Para quê mais palavras?
Cantem todos por favor!
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segunda-feira, outubro 05, 2009
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
ANEL DE NOIVADO?

Como eu gosto tanto de vos ter cá os dois! Assim mesmo, muito juntinhos!!! (Que parolada, vamos a mudar de discurso...).
O Filippo e a Rita estiveram a passar uns dias cá em casa. Segundo soube foram bem aproveitados pois tiveram tempo de ir a um casamento programado à mais de um ano(!), estiveram com amigos e amigas, passearam, namoraram(sempre), passou os anos conosco e estiveram com a família: nada de stress. Só houve um senão: não conheceram o Vasquinho que resolveu nascer 37minutos depois do avião descolar para Itália! (não estará a começar cedo demais a fazer o que bem lhe apetece?!!!).
Para mim é sempre uma revoada de ar puro que me entra pela casa e a alegria imensa! Pomos a conversa mais que em dia, oiço os seus pojectos, e fico encantada a ouvir, no andar de cima, as suas risadas, os seus cochichos e o italiano amimalhado da minha filha (como se esta língua não fosse já por si tao doce!).
Vivem juntos, têm o seu (deles) gabinete de arquitectura, partilham as suas alegrias e dissabores, distribuem as tarefas domésticas, dividem as suas despesas. O tipico casal dos dias de hoje.
Contudo a Rita desta vez vinha com os olhos ainda mais brilhantes. O Filippo, dias antes, tinha-lhe oferecido, o que no meu tempo se chamava, anel de noivado!!! Desenhado por ele, com muito significado, nada do tradicional anel, mas não deixava de ser...anel de noivado!!!
Ainda dizem que certas coisas do "meu" tempo são balelas? São, são.....!!!!!!!!!!
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Bacouca
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sexta-feira, outubro 02, 2009
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