Seguidores

sábado, 13 de fevereiro de 2010

MACAU - 1ª PARTE (PESSOAL)

Claro que só mais tarde descobri outra coisa com a qual já não passava: as massagens. Normalmente fazia-as no Hotel Royal para relaxamento e tinha uma chinesa que ia a casa, uma vez por semana, especificamente para a celulite! Não julguem, meninas, que era "pêra doce": ela estava 1 hora "beliscando-me" para desfazer as "bolinhas" de gordura!

Depois de uma boa massagem (e há as feitas com as mãos ou com os pés) ficava preparada para uma boa caminhada, uma noite bem passada com amigos, para uma maratona de trabalho caso fosse necessário, ou para outra coisa qualquer...: a ideia que ficamos "molengões", com vontade de nos sentarmos ou até ir dormir, não se confirma. Podemos fazê-lo mas a mim o efeito que produzia era que ficava com uma alma nova, pronta para o que desse e viesse. Era uma espécie de RedBull!!!

O que há pouco tempo começou a surgir como cogumelos, os SPA, em Macau já os havia quando lá cheguei. E garanto que aproveitei ao máximo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


Andava encantada com as diferenças que me surgiam constantemente: eram as cores garridas, os cheiros fortes, o movimento constante de pessoas, o barulhar interrupto de uma cidade que não dormia, as farmácias e mercearias com a diversidade de tons e produtos, os jardins públicos com a sua vivência tão própria, os mercados, os cabeleireiros, as ruas estreitas e misteriosas na zona dos tim-tins(antiguidades), o andar de riquechó, a indiferença dos chineses.

Passava horas no jardim Lu Li Miok, a ler, a escrever e a contemplar, numa zona serena, verde e com água, que me fazia esquecer, os prédios altos e amontoados e o burburinho das ruas ali mesmo ao lado. Não havia quase nenhum ocidental e os chineses que o frequentavam ou faziam a sua ginástica, passeavam os seus passaros dentro de lindas gaiolas ou jogavam. Momentos inesqueciveís de paz, serenidade, encontro.

No mercado, onde o barulho das pessoas e animais era grande, deparei-me com "mercadoria" que nunca pensei ver para se comprar e...comer: gatos, cães, peixes cortados a meio mas ainda vivos, legumes e especiarias diferentes, ovos frescos e podres: os peixes estavam vivos dentro de tanques e depois de escolhido e pesado era morto com uma pancada forte e certeira na cabeça; as codornizes saltavam vivas dentro de sacos de plástico completamente sem pele nem penas; tudo o que fosse animal tinha que estar vivo para se ter a certeza que era fresco!
Contudo havia produtos que quanto mais podres estivessem melhor.

Os cabeleireiros, com a suas sinalizações características à porta( uma espiral em azul branco e vermelho, em movimento) eram um relax para o corpo e alma. Eram geralmente só homens. A cabeça era lavada com a pessoa sentada na cadeira (iam metendo o shampoo e água aos poucos sem derramar uma gota para a cara) e estavam quase 30minutos a "esfregar" docemente fazendo ao mesmo tempo uma massagem ao couro cabeludo e pescoço. Em seguida era deitada numa espécie de "chaise longue" onde a cabeça encaixava no lavatório para tirar o shampoo. Aí nova massagem e só paravam quando o cabelo "chiava" de tão bem lavado! A secagem era normal. Conhecendo isto quem consegue lavar a cabeça em casa? Eu nunca mais!!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

MACAU - 1ª PARTE (PESSOAL)

Macau era, para mim, uma incógnita. Em 1987 havia pouca ou quase nenhuma informação deste pequeno território. Sabia a sua história mas não sabia como era viver o dia a dia: alimentação, vestuário, segurança, escolas, etc.

A surpresa foi total, pois havia tudo dentro dos nossos padrões ocidentais. O maior choque foi perceber que nas lojas, nos cabeleireiros, nas ruas, nos táxis, no mercado, não se falava português!!! Ouvia-se cantonês e...inglês e era, nesta língua, que nos comunicávamos com os locais.

Como tinha estado em África, veio-me logo a recordação dos cheiros, das frutas, do clima: tive de imediato a certeza que me ia dar bem e tirar o maior partido de tudo o que me rodeava.

Ao fim de um mês, instalados na pousada de Mon Ha (até isso me fez lembrar África), foi-nos destinado um apartamento no Ed. Holland Garden, no 14º!!! Eu que nunca tinha vivido nas "alturas", foi complicado habituar-me às vertigens. A administração portuguesa disponibilizava o alojamento, equipado com o mobiliário indispensável e com uma mordomia segundo o "estatuto": ou ar condicionado ou ventoinhas!

Ao mesmo tempo que os filhos se iam integrando nos estudos (o João no liceu e a Rita e Afonso no colégio D.Bosco), eu adaptava-me a uma empregada chinesa! Arranjavam-me uma portuguesa mas eu quis uma com quem também aprende-se. Eu tinha um dicionário português/chinês e ela o contrário. Ambas com o seu bloco apontávamos o som que ouvíamos para definir, por exemplo, água, copo, etc. Um tratado!!! Com vontade e entusiasmo tudo se consegue e lá ia eu e a minha querida Lam, orientando a casa. A certa altura até era ela que comandava as "tropas", pois sendo uma mulher de 60 anos tomou-nos como família, tipo parentes de uma terra longuinqua!

Um dia teve que partir para a China para tratar do pai que estava muito doente e o nosso desgosto foi mútuo. Voltei a ter outra chinesa que não resultou e por fim escolhi uma filipina, a Paula. Acho que tanto a Lam como a Paula merecem uma descrição mais detalhada devido às características excepcionais de cada uma. Claro que os meus filhos depressa aprenderam a falar chinês e inglês.

Enquanto me preocupava com a adaptação dos filhotes, que o Vabenne se adaptasse tranquilamente às novas funções, que a funcionalidade da casa rolasse, eu ia aproveitando todo o tempo possível a descobrir as diferenças entre ocidente e oriente.

Eram tantas e como eu andava deslumbrada!

*Vou terminar aqui para "ganhar" folgo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

RECORDAÇÕES DE MACAU

Penso que já chega a letargia devida ao jet leg da chegada a Macau!

Na verdade nem sei como irei pegar neste assunto. Lembro-me de ter lido uma vez que, quem chega ao Oriente, no 1º mês pensa escrever um livro, no 1º ano talvez uns artigos mas se ficar mais tempo, é-lhe difícil escrever umas palavras.

Isso aconteceu-me quando lá vivi e agora!

Penso que o melhor é, resumindo, dividir por temas:

-pessoal (experiências, vivência familiar);
-profissional;
-social (amigos, conhecidos, eventos);
-viagens.

Posso confessar que, quando foi decidido voltar, andei 2 meses a chorar e ainda não tinha partido!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

UMA BOA SEMANA

"Ser feliz é ter futuro e é dar futuro. Todos pensamos ser felizes e acordamos todos os dias com esse desejo. Mas ser feliz não é uma sorte, nem ausência de problemas. É viver com sentido, com coragem, constuindo o futuro e dando futuro. Isso depende de mim".

P. Vasco Pinto de Magalhães

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PIROSO MAS GOSTOSO!!!

Às vezes dá-me destas!!! Piroso até dizer basta mas consegue transmitir a alegria que eu sinto e por isso aqui está: tenho idade e estatuto para fazer o que quero!

Caraças, um dia "rebento" de tanta vaidade (e isto é pecado) mas a culpa é dos filhos, neto e Vabenne.

Hoje é a Rita. Jovem arquitecta já marca pontos em Itália com o Pi! E já é contactada para, em parceria, trabalhar com outro gabinete de arquitectura em Itália que tem ligação a um dos conhecidos gabinetes de Lisboa.

E para indo "matar" saudades resolveu dar aulas de português a um grupo de amigos, de borla e com direito a convívios onde confecciona e dá a conhecer a gastronomia portuguesa! Hoje está a preparar um jantar para 10 alunos.

Entretanto recebeu um contacto de uma escola de línguas para ver se estaria interessada em colaborar com eles. Surgiu uma rapariga que quer ter aulas de conversação para aperfeiçoar o português mas não com sotaque brasileiro.

Voa, desculpa, boa Rita!

Já viste a sorte de não ter sotaque do norte, carago!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

TENHAM JUIZO MEUS SENHORES!

Mas que baralhada! E eu começo a ficar com arrepios de nervos só de ouvir falar em "escutas", jogos de influências a nível dos "média".

Eu sei que tanto os políticos como os jornalistas usam esses meios, mas pelo menos saibam-no fazer para que tudo isto não pareça uma brincadeira de aprendizes.

Vivi há anos, pelo menos dois casos que me mostraram como as coisas se fazem.

1º - Era secretária particular de um membro do governo em Macau. Ele tomou posse e uma semana depois vem a Lisboa. Sou contactada por um jornalista, que escrevia a crónica do jornal mais lido. Pergunta-me:

- O Dr.M.M.S. tomou posse à uma semana, numa altura difícil e delicada para o território e já vai para Lisboa. Vai em serviço?
- Concerteza que vai em serviço!(voz categórica e segura)

Nesse dia a noticia é dada assim:

O Secretario de Estado acaba de chegar a Macau. Passado apenas uma semana, vai a Lisboa. Contactada a sua secretária a mesma informou-nos que "concerteza" ia em serviço!

Bastou umas simples aspas para se puder intrepertar como bem conviesse. Trabalho bem feito.

2º- Havia o conceituado jornalista que resolveu "escamotear" coincidências, factos, que em determinada altura, corriam em Macau. Estava a levantar muito o veu e nem tudo era o que parecia. Mas ele era respeitado e portanto os seus artigos tinham muito impacto.

Convida-se o jornalista para uma estadia, é muito bem tratado, recebido por quem queria e oferecido uma avença de 100 contos/mês. Macau passou a ser, ou banida dos seus artigos ou um caso digno de exemplo. Trabalho bem feito

Claro que não concordo com nenhum destes procedimentos mas "anjinha" também não sou. Isto sempre existiu e há-de continuar mas, numa fase destas, não era melhor reunir esforços para coisas muito mais urgentes?

Por favor, tenham juizo meus senhores!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dizem os meus filhotes que eu ando a dar muitos erros ortográficos. Pode ser por duas razões: estes acordos ortográficos baralham-me os neurónios ou a minha Fernanda com a sua pronuncia afrancesada deixa-me confusa. Irei estar mais atenta pois escrever e falar mal não é para uma mulher que se preze. E até pode criar situações delicadas.

Quando fui estudar para a Rodésia, com 17anos, pedi aos Pais que queria ir para um lar e não para casa do Peter, ajudante de campo do Ian Smith. Queria deixar de mordomias, conviver, sair, co-habitar com todo o leque de pessoas e saber o que era a vida(teorias ouvidas do Vabenne com quem já namorava!).

Foi recomendado um que tinha 3 casas: uma onde estavam as meninas, outra os rapazes e a última onde só serviam os almoços e jantares. Dividia o meu quarto com uma rodesiana, a Linda. Uma castiça, alegre e mais malandra que eu....!

Meninas em terra estrangeira dão logo nas vistas e eu, portuga, sem complexos, pronta para tudo o que fosse divertimento, no meio estudantil de Salisbury, não escapei! De entre muitos, surgiu um escocês mas mais velho: teria uns 25/30 anos.

Os convites para sair começaram a ser diários mas eu ia recusando-os pois já tinha formado o meu grupo (e estava apaixonada pelo Vabenne). A Linda não compreendia como eu podia recusar principalmente os do escocês. Na verdade ele era lindo ao ponto da Mãe ter ido lá passar uns dias comigo e confessar-me que nunca tinha visto nada assim!

Até que um dia aceitei. Jantar agradável, sítio bem estudado, tudo caminhando para o "happy end".

- You are a different woman! You looks like a gipsy. I love you Ana!
- Thanks but you know I don`t bevieve in love at first bite.

Riu-se muito dizendo que as mulheres portuguesas eram as melhores do mundo, continuamos o nosso serão e foi-me deixar ao lar. A Linda aguardava-me ansiosa e só aí é que percebi: em vez de bite deveria dizer sight.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PALAVRAS PARA QUÊ???!!!



Não tenho palavras! Obrigado pela sua ternura meu querido Afonso!!!