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domingo, 21 de fevereiro de 2010

UMA BOA SEMANA

"O sorriso é o primeiro sacramento da vida! Quando um bebé sorri pela primeira vez é certo que se estabeleceu o contacto pessoal e que se encontra nesse sorriso a expressão do encontro e o seu sinal. No sorriso releva-se o encontro e a comunhão entre as pessoas. Parece que quem não sabe sorrir, não encontra e não se encontra..."

P. Vasco Pinto de Magalhães

Como para mim não há coincidências mas sinais, o texto de hoje é exactamente sobre o sorriso e assim aproveito para pôr as gargalhadas do meu "estrunfe", e por fazer 5 meses, apetece-me citar Álvaro Magalhães:

"Quando for grande não quero ser médico, engenheiro ou professor. Quando for grande quero ser um brincador...!!!"

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MAIS UMA CHEGADA

Hoje durante todo o dia fui sentindo "ondas" de alegria, de felicidade, que me davam a sensação que conseguia "voar", que era capaz de tudo alcançar! Dei por mim a agradecer por esse estado de espírito e senti que conseguia transmitir isso às pessoas com quem estive.

E tudo devido à chegada da Ritália amanhã! O que uma filhota pode fazer sentir uma mãe bacouca. Sei que são só 10 dias, que passam a correr pois há sempre "montes" de coisas que ela traz para tratar profissionalmente e não consegue evitar o social, mas tenho sempre momentos que são só reservados para nós as duas!


Gostaria de continuar a vir aqui, já que peguei no capítulo Macau, mas nada posso prometer...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Enviaram-me esta anedota e eu lembrei-me logo do Carnaval e da definição de Virgilio Ferreira:
"Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se"


Aproveitando a ausência dos patrões, "Craudete", a empregada africana, fofoca com uma amiga de Angola ao telefone:
- Maria, aqui nesta mansão é tudo fachada, nêga!
- Porquê, Craudete? - pergunta a amiga.
- Nada é dos patrão! Tudo é imprestado!
- Como assim?- pergunta a outra, curiosa.
- A roupa dos patrão não és deles, as dele é de um tal de Armani, a gravata de um tal Pierre Cardin, os vistido dela és de uma tal Fatima Lopes e os carro é da Mercedes... Nada é deles, minina!
- Nossa, Craudete... Qui pobreza!
- O pió di tudo cê inda num sabe... Outro dia o patrão tava no telefone falando que tinha um grande Picasso... Pura mentira, Maria...
É piquinininho, que dá dó!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

UMA BOA SEMANA

"Viver é repartir. Re-partir. Há quem reparte, isto é, divide com os outros os seus bens. Há quem reparta, torna a partir, isto é, recomeça de novo a caminhada. Repartir é viver. Esse é o segredo: partilhar e recomeçar sempre. Assim faremos de cada dia um bom dia!"

P. Vasco P. Magalhães



Esta é a "minha" música. Foi com ela que o Vabenne me pediu namoro. Foi no Lobito, na festa de passagem de ano no Lobito Sport Club em 1900antigamente. Hoje posso dizer-lhe:

"Depois destes anos todos juntos a única infelicidade que me poderias dar seria partires antes de mim".

sábado, 13 de fevereiro de 2010

MACAU - 1ª PARTE (PESSOAL)

Claro que só mais tarde descobri outra coisa com a qual já não passava: as massagens. Normalmente fazia-as no Hotel Royal para relaxamento e tinha uma chinesa que ia a casa, uma vez por semana, especificamente para a celulite! Não julguem, meninas, que era "pêra doce": ela estava 1 hora "beliscando-me" para desfazer as "bolinhas" de gordura!

Depois de uma boa massagem (e há as feitas com as mãos ou com os pés) ficava preparada para uma boa caminhada, uma noite bem passada com amigos, para uma maratona de trabalho caso fosse necessário, ou para outra coisa qualquer...: a ideia que ficamos "molengões", com vontade de nos sentarmos ou até ir dormir, não se confirma. Podemos fazê-lo mas a mim o efeito que produzia era que ficava com uma alma nova, pronta para o que desse e viesse. Era uma espécie de RedBull!!!

O que há pouco tempo começou a surgir como cogumelos, os SPA, em Macau já os havia quando lá cheguei. E garanto que aproveitei ao máximo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


Andava encantada com as diferenças que me surgiam constantemente: eram as cores garridas, os cheiros fortes, o movimento constante de pessoas, o barulhar interrupto de uma cidade que não dormia, as farmácias e mercearias com a diversidade de tons e produtos, os jardins públicos com a sua vivência tão própria, os mercados, os cabeleireiros, as ruas estreitas e misteriosas na zona dos tim-tins(antiguidades), o andar de riquechó, a indiferença dos chineses.

Passava horas no jardim Lu Li Miok, a ler, a escrever e a contemplar, numa zona serena, verde e com água, que me fazia esquecer, os prédios altos e amontoados e o burburinho das ruas ali mesmo ao lado. Não havia quase nenhum ocidental e os chineses que o frequentavam ou faziam a sua ginástica, passeavam os seus passaros dentro de lindas gaiolas ou jogavam. Momentos inesqueciveís de paz, serenidade, encontro.

No mercado, onde o barulho das pessoas e animais era grande, deparei-me com "mercadoria" que nunca pensei ver para se comprar e...comer: gatos, cães, peixes cortados a meio mas ainda vivos, legumes e especiarias diferentes, ovos frescos e podres: os peixes estavam vivos dentro de tanques e depois de escolhido e pesado era morto com uma pancada forte e certeira na cabeça; as codornizes saltavam vivas dentro de sacos de plástico completamente sem pele nem penas; tudo o que fosse animal tinha que estar vivo para se ter a certeza que era fresco!
Contudo havia produtos que quanto mais podres estivessem melhor.

Os cabeleireiros, com a suas sinalizações características à porta( uma espiral em azul branco e vermelho, em movimento) eram um relax para o corpo e alma. Eram geralmente só homens. A cabeça era lavada com a pessoa sentada na cadeira (iam metendo o shampoo e água aos poucos sem derramar uma gota para a cara) e estavam quase 30minutos a "esfregar" docemente fazendo ao mesmo tempo uma massagem ao couro cabeludo e pescoço. Em seguida era deitada numa espécie de "chaise longue" onde a cabeça encaixava no lavatório para tirar o shampoo. Aí nova massagem e só paravam quando o cabelo "chiava" de tão bem lavado! A secagem era normal. Conhecendo isto quem consegue lavar a cabeça em casa? Eu nunca mais!!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

MACAU - 1ª PARTE (PESSOAL)

Macau era, para mim, uma incógnita. Em 1987 havia pouca ou quase nenhuma informação deste pequeno território. Sabia a sua história mas não sabia como era viver o dia a dia: alimentação, vestuário, segurança, escolas, etc.

A surpresa foi total, pois havia tudo dentro dos nossos padrões ocidentais. O maior choque foi perceber que nas lojas, nos cabeleireiros, nas ruas, nos táxis, no mercado, não se falava português!!! Ouvia-se cantonês e...inglês e era, nesta língua, que nos comunicávamos com os locais.

Como tinha estado em África, veio-me logo a recordação dos cheiros, das frutas, do clima: tive de imediato a certeza que me ia dar bem e tirar o maior partido de tudo o que me rodeava.

Ao fim de um mês, instalados na pousada de Mon Ha (até isso me fez lembrar África), foi-nos destinado um apartamento no Ed. Holland Garden, no 14º!!! Eu que nunca tinha vivido nas "alturas", foi complicado habituar-me às vertigens. A administração portuguesa disponibilizava o alojamento, equipado com o mobiliário indispensável e com uma mordomia segundo o "estatuto": ou ar condicionado ou ventoinhas!

Ao mesmo tempo que os filhos se iam integrando nos estudos (o João no liceu e a Rita e Afonso no colégio D.Bosco), eu adaptava-me a uma empregada chinesa! Arranjavam-me uma portuguesa mas eu quis uma com quem também aprende-se. Eu tinha um dicionário português/chinês e ela o contrário. Ambas com o seu bloco apontávamos o som que ouvíamos para definir, por exemplo, água, copo, etc. Um tratado!!! Com vontade e entusiasmo tudo se consegue e lá ia eu e a minha querida Lam, orientando a casa. A certa altura até era ela que comandava as "tropas", pois sendo uma mulher de 60 anos tomou-nos como família, tipo parentes de uma terra longuinqua!

Um dia teve que partir para a China para tratar do pai que estava muito doente e o nosso desgosto foi mútuo. Voltei a ter outra chinesa que não resultou e por fim escolhi uma filipina, a Paula. Acho que tanto a Lam como a Paula merecem uma descrição mais detalhada devido às características excepcionais de cada uma. Claro que os meus filhos depressa aprenderam a falar chinês e inglês.

Enquanto me preocupava com a adaptação dos filhotes, que o Vabenne se adaptasse tranquilamente às novas funções, que a funcionalidade da casa rolasse, eu ia aproveitando todo o tempo possível a descobrir as diferenças entre ocidente e oriente.

Eram tantas e como eu andava deslumbrada!

*Vou terminar aqui para "ganhar" folgo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

RECORDAÇÕES DE MACAU

Penso que já chega a letargia devida ao jet leg da chegada a Macau!

Na verdade nem sei como irei pegar neste assunto. Lembro-me de ter lido uma vez que, quem chega ao Oriente, no 1º mês pensa escrever um livro, no 1º ano talvez uns artigos mas se ficar mais tempo, é-lhe difícil escrever umas palavras.

Isso aconteceu-me quando lá vivi e agora!

Penso que o melhor é, resumindo, dividir por temas:

-pessoal (experiências, vivência familiar);
-profissional;
-social (amigos, conhecidos, eventos);
-viagens.

Posso confessar que, quando foi decidido voltar, andei 2 meses a chorar e ainda não tinha partido!