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quinta-feira, 14 de julho de 2011

O escrever...


Há dias que temos a cabeça vazia, sem saber o que escrever e outros que as ideias são tantas que se "atropelam" e nem sabemos por onde começar!

Hoje tenho esse vazio mas apetecia-me escrever. Eu adoro escrever! Deve ter sido da prática que obtive quando namorava com o Vabenne e eu estava em Luanda e ele em Lisboa a tirar arquitectura.

Estivemos 3 anos a escrever a cada um diariamente. Se faltava um dia ficavamos logo preocupados e por vezes eu, como menina mimada, zangada!

Não havia telemóveis, nem skype e telefonemas eram complicados. Portanto o único meio eram as cartas longas, escritas a caneta ou esferografica, e por vezes com um cheirinho a perfume!

Portanto foram anos neste vaivem de cartas só interrompido quando iamos de férias ter um com o outro.

O carteiro ou o contínuo do Pai quando as ia buscar à posta restante, entregavam-nas com um grande sorriso e diziam: Che minina tem muita letra do puto!

Os pais achavam um exagero, as manas gozavam e as amigas só diziam: uma carta todos os dias só de vocês os dois!!!

E esta hem? Sem saber o que escrever já contei como namoravamos à distância!

6 comentários:

Dreamer disse...

Eu namorava pessoalmente três a quatro vezes por semana, mas estávamos sempre a escrever um ao outro, em cartas de muitas páginas... Vivíamos a 30 kms um do outro, ele em Benguela, eu no Lobito. Ainda hoje guardo essas cartas, porque, quando fugimos de Angola, fiz questão de as trazer.

Laura disse...

Tantas cartas
e bilhetinhos de amor recebi
tantas palavras lindas
e no fim
ainda nãos ei
o que é o amor
ou o que senti...

Pois, isso seria mesmo amor, o tal do amor que digo que não conheço nunca o vivi...nem todos têm sorte de o encontrar. só que ainda nem desisti.

Gostei de te ler, vês, há dias em que o pensamento nos tras coisa slindas e nos ajuda a viver.

beijinho da laura

GJ disse...

Também namorei um ano por carta,eu em Lisboa
e o meu jóia no Porto. Depois convenci os meus país que o curso era melhor no Porto (estávamos em 74) e pedi a transferência. Dois anos depois estávamos casados, ele no 4 ano e eu no 3 ano de economia. As cartas ainda às tenho. :)

Bacouca disse...

Dreamer,
Lobito e Benguela não ficavam longe uma da outra e mesmo assim ainda se escreviam! Os namoros, no nosso tempo tinham mais magia.
Ainda bem que conseguiu trazer as cartas todas. As minhas ficaram lá:(
Beijo

Bacouca disse...

Laura,
Gostei dos teus versos e dá para perceber que também recebeste bilhetinhos e declarações mas que, porventura dada à idade, não sabias se seria amor. Quem te diz se ele não te terá passado ao lado?
Não desista de o encontrar ou se te "bater à porta" agarrá-lo. Tu mereces!
Beijo

Bacouca disse...

GJ
Você é que a soube toda: transferir-se para o Porto. O amor tem que ser alimentado, de várias maneiras porque senão é como a lua: quando não cresce, decresce.
As minhas ficaram todas em Luanda mas mesmo assim tenho muitas guardadas de outras épocas que também estivemos separados. Foram 7 anos de namoro (hoje usa-se? acho que é vergonha!) com muito tempo de separação.
Beijo