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terça-feira, 19 de maio de 2009

CASULA!!!

Vi-a sempre de longe até que um dia, para minha grande surpresa, entrou-me pela porta de casa.

Era uma menina bonita, meiga e educada. Tinha uma postura que já na altura, era difícil de encontrar em adolescentes.

Pouco a pouco começamos a criar laços fortes entre as duas apesar da diferença de idades. Passou a ser mais uma amiga, a filha mais nova, a casula!

Desabafei com ela; contei-lhe segredos; fui consolada em momentos difíceis que passei; ri, sonhei e chorei com ela. Foi a sombra, o amparo e a continuação de algo muito precioso para mim.

A vida, com as suas voltas e reviravoltas apanhou-nos a ambas num vazio.
Ambas vivemo-lo;
Ambas sofremo-lo;
Ambas choramo-lo;

Mas...

Ambas continuamos a ser Amigas para sempre. E isso é que é tão importante!!!

Hoje, de longe mas tão perto, quero mandar-lhe um grande beijo de parabêns e desejar que ela entre sempre pela porta certa porque merece!

domingo, 17 de maio de 2009

PRÉMIO = ESTÍMULO = PRÉMIO!!!

Da minha querida amiga Luz recebi este "prémio". Para mim chamar-lhe-ia acima de tudo estímulo!

Deixar os dedos tentar acompanhar o que me vai no coração, sejam alegrias, recordações, motivações, assuntos para debater ou temas para reflectir e saber que isso "toca" alguém como ela deixa-me feliz. Mesmo muito feliz porque sei que ela é uma pessoa muito especial.

Não posso prometer mais nada a não ser continuar a escrever deixando os sentimentos, as emoções, as incertezas, as alegrias e tristezas fluir de forma tão normal como eu mas que a toquem sempre de uma forma tão especial quanto ela é!!!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ARQUITECTOS

Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto

"Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.

O estilo

Eis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradici e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.

O técnico

Escolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga... Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:1- Projecto elaborado em tempo recorde.2- Preço: 999 .Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia.... Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral...Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro a nossa terceira e última escolha.

O empreiteiro

O primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça... Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo...)Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.
Conclusão

Se, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.

"Rui Campos Matos, arquitecto (escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção Arquitectura e Território).

Como homenagem aos meus 2 arquitectos: Vabenne e Picollina.

sábado, 9 de maio de 2009

AMANTE

"Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores.
Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"...além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!".Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais. As que decidem ficar e não fogem horrorizadas.
Eu explico-lhes o seguinte: Amante é "aquilo que nos apaixona".É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes,em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo".
E o que é "ir vivendo"? "Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva.
"Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.Por favor, não se contentem com "ir vivendo".
Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida".

Autor desconhecido!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

RENASCER



Nem todos têm a sorte de passar por este "estado" ao longo da sua vida: eu tive!

Passados 16 anos lembro-me sempre com muita emoção e gratidão o dia 7 de Maio depois de uma operação de 12 horas e sem ter que aguardar no máximo 7 dias( tempo limite caso não sentisse parte ou partes do meu corpo ao acordar da anestesia) se me seria dado ou não o veredicto que não tinha ficado para ou tetraplégica para o resto da vida.

Foi-me dada uma oportunidade de dar o verdadeiro valor à vida. E se eu dei! E se eu tento sempre continuar a dar!

Lutei e continuo a lutar para, num profundo e eterno obrigado puder lembrar aqueles que mais próximo estiveram comigo e que sofreram pelo dobro naquele dia:

Mãe e Pai;
Vabenne;
Filhos (João, Rita e Afonso);
Prof(s). António Saraiva, Rui Vaz, Cerejo e Filipe.

Sei e fui sabendo que houve muitos amigos, conhecidos e até pessoas que nunca me tinham encontrado, fazendo uma corrente forte e solidária.

No bloco operatório, no meio da enorme concentração entre neurocirurgiões, anestesistas, enfermeiros e auxiliares, havia uma luz forte que a todos iluminava. Por isso é que neste mês e desde essa altura tenho sempre acessa uma vela 24 horas por dia.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

OS OPOSTOS

Há cenas que nos marcam de tal forma que não consigo controlar os meus sentimentos surgindo assim situações de empatia/antipatia, alegria/tristeza, carinho/desprezo, respeito/desrespeito, etc.

Trabalho numa clinica de fisioterapia onde, entre outras valências, existe a terapia da fala.

Um dos utentes é o João: 5 anos, pequenino e miudinho, com um ar maroto e um sorriso doce.

Dois dias antes do Dia da Mãe (convencionou-se ser no 1º domingo de Maio) trazia feliz, a sua prenda feita na escola para entregar com todo o amor, satisfação e orgulho à sua Mãe. Quando a viu chegar correu para ela e agarrou-se num forte abraço, às suas pernas.

- Larga-me João. És muito brutinho.
Diga-me terapeuta ele já diz mais coisas?
- Sim vai fazendo progressos semanais e hoje trabalhamos palavras com "R".

Entretanto o João já se tinha afastado e encostado à parede presenciava a cena com um ar tristonho.

- Oh Pedro (filho da terapeuta) não me dás um beijo? Chego e nem me cumprimentas?

Fiquei boquiaberta e não resisti em piscar o olho ao João que, continuando encostado à parede, olhava para a prenda que agarrava nas mãos.

Ainda hoje ao relembrar a cena não consigo conter uma lágrima que teimosamente quer saltar dos meus olhos mas estou certa que uma coisa não irei conseguir conter nem disfarçar a partir de agora: nos dias que vier à clinica terá sempre um mimo, um sorriso, um afecto da minha parte porque surgiu uma empatia tão forte com o João! Com a sua Mãe infelizmente o oposto: antipatia.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"UM JEITO ESTÚPIDO DE AMAR"



Não sei como é que poderia deixar uma mensagem a algumas amigas que neste momento eu sei que estão passando um momento menos bom nas suas vidas.

Eu sempre estou ao lado delas, principalmente porque sei que elas acreditam no amor e querem vivê-lo.

Por vezes culpamo-nos. Culpamo-nos até demais porque amamos de verdade!

Um beijo para ti... e para ti... e para ti.

A IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS



Ninguém deveria duvidar do peso das palavras e a importância que elas têm para descrever uma situação, alterar uma circunstância e até mesmo beneficiar uma situação.

Mas infelizmente ainda há quem não lhe dê o devido valor! Pena porque se assim fosse, tenho a certeza que tudo seria melhor entre 2 pessoas e pela operação de multiplicação abranger-se-ia um número cada vez maior que tornaria esta nossa pequena Aldeia muito melhor!

sábado, 25 de abril de 2009

LIBERDADE: NÃO ESTARÁ EM DESUSO?

Data para muitos comemorada com cerimónias, condecorações, cravos e cantigas.

25 de Abril - Dia da Liberdade, com a qual, por acaso, não de identifico. Não vou explanar o porquê mas sou sempre obrigada, mesmo que não queira em pensar:

- Liberdade porquê? Há por acaso melhor ensino?
- Liberdade porquê? Há por acaso melhor serviço de saúde?
- Liberdade porquê? Há por acaso mais igualdade social?
- Liberdade porquê? Há por acaso mais emprego?
- Liberdade porquê? Há por acaso mais justiça?
- Liberdade porquê? Há por acaso portugueses a não imigrar?
- Liberdade porquê? Há por acaso menos censura?
- Liberdade porquê? Há por acaso mais apoio à cultura?
- Liberdade porquê? Há por acaso mais respeito?
- Liberdade porquê? Há por acaso mais preocupações humanitárias?
- Liberdade porquê? Há por acaso menos corrupção?

Liberdade, liberdade, liberdade...

"Se a liberdade significa alguma coisa será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir."
George Orwell

E essa sempre tive!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

PARA MIM TEM UM NOME...

O mundo do trabalho está em grave crise e por isso a Margarita, com o curso superior e já alguns anos de experiência comprovada, sentia-se uma bafejada pela sorte por estar a trabalhar na sua área, com recibos verdes e contrato renovável de 3 em 3 meses.

Sabia que muitos colegas de profissão se sujeitavam a trabalhar para patronos poderosos, sem qualquer comparticipação monetária e vínculo.
Dois dias antes de terminar mais um período, é chamada ao gabinete da administração.

-Margarita, como sabe atravessamos momentos difíceis e incertos mas não podemos deixar de dizer que estamos muito contentes com o teu desempenho, dedicação e colaboração prestada. Vamos renovar novamente e dar um aumento de salário.

Margarita, que no início da conversa ficou logo com a cabeça a andar à roda pois não se queria lembrar da porta de saída (propriamente do despedimento!), respirou de alívio e pensou feliz: afinal o meu esforço com serões sem serem pagos ou sem direito a horas de descanso, foi recompensado e ainda há pessoas correctas!

-Contudo Margarita, teremos que começar a fazer os descontos previstos na lei. Passe no departamento de contabildade para informação.

"Uau, vou ficar abrangida pelo S.N.S., segura caso surja uma doença ou queira realizar o sonho de qualquer mulher...enfim ter uma relativa estabilidade tão preciosa nos dias de hoje!"

Saiu feliz! Ia jurar que até tinha ouvido passarinhos cantar e o sol brilhava mais do que jamais tinha visto! Sentia uma necessidade de contar esta notícia a quem sempre a acompanhou nos bons e piores momentos. Sentia que era capaz de voar! Dirigiu-se, o mais rápido que pudia ao departamento de contabilidade enquanto na sua cabeça fervilhavam sonhos, projectos e até mesmo fazer uma extravagância que à muito tinha pensado: comprar uma prenda para si própria!
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Viram-na sair cabisbaixa, com as faces ruborizadas e fazendo um esforço para que uma corrente de lágrimas não cobrisse o seu rosto!

Feitas as contas, tendo um aumento levado em conta pelo seu desempenho, competência e serenidade iria receber... menos do que até aí...!
Que nome posso dar a isto da parte da dita administração?
SACANAGEM!!!!!!!!