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quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Minha Hortinha...


Parece que não sou a única! Tenho conhecimento de várias amigas que resolveram plantar a sua mini hortinha: ou de legumes, ou de plantas aromáticas ou ambas as coisas.

A minha chama-se a "horta da crise", mas a verdade é que num canteiro com mais ou menos 4metros, estão lá: tomates, feijão verde, alface, alho francês, beterraba e couve flor! E agora, e ainda em vasos, tenho as ervas aromáticas.

O Vabenne, de início achou muita graça à esperança que eu punha naquele "niquito" de terra, mas agora já se admira como os tomates estão a crescer tendo as estacas que ser maiores, as beterrabas a despontar da terra com a sua farta rama, etc, etc, etc.

É algo também de terapêutico sentir o cheiro da terra molhada, olhar e ver as maravilhas que a natureza produz, mexer na terra, tirar as folhas daninhas e de início tomar atenção aos passarinhos e agora aos caracoís.

Quem puder faça a sua mini horta: ou de plantas aromáticas para chás e culinária ou de legumes escolhendo vasos altos e legumes pouco volumosos: tomates cherry, couves de bruxelas, cenouras bebe, e tantos outros. Até fruta!

É verdade! Para o ano, se Deus quiser, irei virar-me para a fruta!

P.S. Quando tiver fotografias vou colocá-las aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Yoga do Riso!


Tenho necessidade e vontade de dar uma boa gargalhada, de me rir até às lágrimas, situação que eu fazia com tanta frequência, chegando mesmo e muitas vezes, a me rir de mim própria.

Sorrio-me mas sabe-me a pouco. Não liberto as tais substâncias (endorfinas) que actuam no cérebro, dando prazer e melhoria substancial ao estado físico.

Nem o mais cómico filme, nem a mais hilariante situação nem a mais burlesca cena tinham algum efeito.

Faz-me falta e isso eu sinto tanto como quase comer, beber ou fumar!.

Outro dia vi anunciado um workshop " Yoga do riso". Sei que é um movimento que começou na Índia e que se tem alastrado pelo mundo, com muitos bons resultados e cada vez com maior número de adeptos.

Devo confessar que, se ia curiosa, perguntei-me muitas vezes: valerá a pena? Não será uma chachada? Entrei na sala com um grande ponto de interrogação e céptica...

Estive uma hora rindo à gargalhada, libertei toxinas e vim mais leve para casa! O que fiz ou o que fizemos?

Vão assistir a uma sessão "Yoga do riso". Ah,Ah,Ah,Ah,Ah,Ah!!!

domingo, 19 de junho de 2011

Uma boa semana

" "Apanhar por tabela!" Esta expressão é interessante e faz pensar. Há sempre secundários, e quando tomamos remédios queremos saber quais são. Mas na vida, com o que dizemos e fazemos, podemos esquecer os efeitos negativos que isso possa ter em terceiros.

Há muito sofrimento por coisas com que não se teve nada a ver, mas de que, por tabela, se foi vítima. Na família, no emprego, na sociedade há muita gente a apanhar por tabela."


Vasco Pinto de Magalhães, s.j.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Que pena que eu tenho!


Também tive muito tempo sem escrever no meu cantinho, neste blog,
onde tanto gosto de receber os amigos.

Julgo que tive razões muito fortes para isso e terei a desculpa de todos.

Contudo, fui-me habituando a ter um grupo pequeno de bloggeiros que escolhi pois gostava muito de os ler: uns porque escreviam muito bem ( ex: ares da minha graça), outros porque traziam sempre uma mensagem positiva (ex. cantinho da luzia), outros porque me divertiam bastante os seus posts (ex:desconversa), etc, etc, etc.

Vejo, com muita pena, que já há muito tempo não escrevem: terão emigrado?, terão tirado uma longa licença sabática?, terão mesmo desistido?.

Por favor, quem souber informe-me para eu me ir habituando à ideia de que provavelmente não voltarão a escrever!

Que pena!

terça-feira, 14 de junho de 2011

36 ANOS DE CASADOS!

"-Para a saúde e para a doença; para a alegria e para a tristeza".

"Éramos jovens quando ouvimos esta frase, mas nenhum de nós a esqueceu. Atravessamos mares e continentes, vivemos altos e baixos, amparamo-nos e criticamo-nos quando necessário, choramos e rimos juntos, cedemos quando era altura e fincamos pé quando foi necessário. Vivemos épocas desafogadas e unimo-nos em alturas criticas. Fizemos loucuras e actuamos em momentos muito sérios. Juntos criamos 3 filhos,fizemos a nossa casa, plantamos as nossas árvores e estamos agora a escrever a nossa história!

E pensar que tudo terá começado , não por uma coincidência mas por um sinal, quando fizemos a viagem de vários dias no Infante D. Henrique, de Angola para Lisboa. Ficamos vários meses a viver no Porto. Contudo nesse período, cada um seguiu o seu caminho e nem sequer uma vez nos cruzamos. Ao ter que regressar novamente a África, desta vez no Príncipe Perfeito, encontramo-nos no deck do barco! Eu desembarquei em Luanda e tu seguiste para o Lobito. Tínhamos iniciado uma amizade que algum tempo depois (nessa altura o tempo era tempo) acabou em namoro."

Escrevi isto à um ano e hoje que fazemos 36 de casados, acho que pouco tenho para acrescentar: o namoro deu origem a um grande respeito, cumplicidade e amizade.

Para mim, e depois destes anos todos, a maior infelicidade que me poderias dar seria partires antes de mim.

domingo, 12 de junho de 2011

UMA BOA SEMANA

"O saber e o sabor. Hoje estou mais atento ao "sabor das coisas" do que a "saber coisas".

É que há muita gente que não sabe qual é o sabor da vida simples e desprendida, de um encontro pacífico e não interesseiro, de um momento de verdade...

É talvez mais importante saborear a vida do que saber da vida."


P. Vasco Pinto de Magalhaes,.j.s

sábado, 11 de junho de 2011

OBRIGADO LAURA!


Não posso deixar de fazer isto.

Nos blogues, houve uma altura que se davam selos pelo mérito dos mesmos.

Como tenho andada arredada deste "mundo", não sei se ainda é hábito.

Contudo para mim ainda é hábito ficar grata pelo apoio e amizade que me dão e por isso a razão deste selo ou prémio.

Não escrevia aqui no meu espaço mas reparei que a minha querida amiga LAURA, me deixava sempre um comentário e por vezes vários, dando-me coragem, animo, esperança e força para voltar a enfrentar a vida no seu dia a dia.

Nunca desistiu apesar de eu não responder aos seus comentários. Por tudo isso, é do fundo do coração e com a máxima gratidão que lhe agradeço.

Bem haja minha querida!

UM MENINO-HOMEM RUI!

Conheci-o por um acaso. Na pastelaria onde ia sempre tomar o meu café e sentada na esplanada, via-o na sua figura miúda, com a farda da Câmara, com o seu carrinho verde e várias vassouras e pás, apanhando papeis, folhas das árvores, restos de detritos e beatas de cigarros.

Comecei a dar-lhe os bons dias, e através dos seus óculos de lentes, gargalo de garrafa, respondia-me com um sorriso tão contente que dava para notar aqueles olhos sorriem. Soube, mais tarde, que no seu longo perímetro de trabalho, eu era a única que lhe desejava um "bom dia", apesar de passar por centenas de pessoas, na maioria diariamente.

Começou por parar naquele local (onde eu ia todos os dias), para beber da garrafa que trazia, o seu golo de água e darmos dois dedos de conversa: ele timidamente fazia-me perguntas e eu, mais afoita tentava saber coisas concretas da sua vida. Demorava no máximo 5 minutos e despedia-se com um pedido de desculpas mas, "sabe minha sra. a Câmara está a pagar-me"!

Nunca se queixou da sua vida nem nunca me contou a sua história. Soube-a por um acaso.

Um dia, estava a sair da clínica onde trabalho pois uma amiga ia-me buscar, e vi o Rui, na sua bicicleta. Parou com uns travões manhosos e desde o farolim ao para lamas tudo tremeu devido à rapidez da travagem. Os seus olhos ainda sorriram mais por me ver longe do sítio onde nos encontrávamos e por achar, concerteza, ser o destino o fazedor daquele encontro!

Conversamos um pouco mais pois a minha amiga chegou e à despedida disse-me: que bom já sei mais um sitio onde posso, se possível, encontrar a sra!

No carro a minha amiga perguntou-me se eu sabia com quem estava a falar. Contei-lhe como tínhamos começado as nossas curtas conversas e que se chamava Rui. Mais nada.

Aí soube um pouco da sua história. Era órfão e viveu na Casa dos Rapazes. Aos 21 anos teve que sair e fazer-se à vida. Encontrou um emprego de limpador num circo em Ponte de Lima. Não lhe pagavam nada do combinado e nem podia sair. Viveu uns anos sequestrado em condições miseráveis e foi um amigo dele, surdo-mudo, também da Casa dos Rapazes que o descobriu denunciando por escrito o caso à Polícia de Viana que o foi buscar. O caso tinha sido notícia no canal da TVI.

Pela sua maneira de ser, via-se que não era um menino-homem desgostoso com a vida mas feliz com a oportunidade que a mesma lhe tinha proporcionado.

Ainda há pessoas destas, graças a Deus!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

BLOG VS FACEBOOK

Acho que vou fazer como a minha filhota: recomeçar a escrever aqui. Por vezes é-me difícl encontrar tema mas no final dá-me mais satisfação pois tenho que pôr a cabeça a pensar em assuntos diferentes daqueles que agora me assolam com tanta frequência à ideia.

Nem que sejam só meia dúzia de linhas mas o prazer é maior que o facebook. Este faz-me lembrar uma barraca da feira popular onde escrevemos algo, obtemos quase em simultanêo resposta e não saimos daquilo: é o facilitismo imediato.

Este espaço é mais personalizado, mais humanizado, mais pessoal.

Vou voltar a vir aqui nem que não seja com a frequência de antigamente mas vou voltar.

Para falar da minha dôr, do meu filho, deste processo que já vai no 6 mês, criei um espaço e aí sim exponho a minha mágoa, as minhas saudades.

Como disse uma vez: BLOGO LOGO EXISTO!!! E eu tenho que sair deste casúlo em que estou...

domingo, 22 de maio de 2011

UMA BOA SEMANA

"Só sabe dizer "sim" quem souber dizer "não". É tão difícil dizer "sim" quando deve ser e "não" quando tem de ser, tantas vezes contra tudo e contra todos.

Mas seria isso que faria a diferença. E seria o mais benéfico para o mundo.

A verdade não vai por maiorias. São os interesses,a imagem, as pressões que nos deixam sem liberdade.

Não fico sózinho se ficar com a verdade".


P. Vasco Pinto de Magalhães, s.j
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