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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O ESPELHO DA VIDA

Eu preferia ver esta imagem de maneira diferente: Uma rapariga nova pegando num espelho onde se reflecte o rosto sorridente de uma senhora de idade.

Para a minha maneira de ser e de pensar, seria mais correcto e mais verdadeiro: seria um reflexo da vida!

Nas conversas que tenho com as minhas amigas, o tema mais forte e que cria logo audiência feminina é o amor.

Amores há muitos e eu falo agora no amor entre um homem e uma mulher.

E não é pretensão minha, mas vejo tantas mulheres enganadas quanto ao amor. Para já acho que nos esquecemos que ele tem várias fases, começando no enamoramento e acabando numa amizade e cumplicidade profunda. Depois, outro erro e cada vez mais, sonhamos com o príncipe encantado onde tudo é fantasia, encanto, sedução.

Julgamos que basta um amor e uma cabana. Pura mentira. É preciso ajudarmos, compreendermos, aceitaremos a liberdade do outro e rir, chorar, gritar juntos. Seguirmos juntos na mesma direcção mesmo que por vezes haja divergências na maneira de pensar ou de ser.

Não vale a pena enganarmos ou mesmo tentarmos esquecer um amor que nos marcou profundamente: mais tarde ou mais cedo acabamos por o recordar com saudade. E quem sabe se essa saudade não passa a representar infelicidade?

O amor verdadeiro é perdão e é arrependimento. Não existe amor que enfrente a saúde ou a doença, a alegria ou a tristeza, as dificuldades ou facilidades da vida se não tiver existido estes dois sentimentos. E assim sabemos que podemos olhar para o espelho da vida com sinceridade.

Não prendamos as nossas vidas a falsos reflexos!


"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona.
Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação"

5 comentários:

Pitanga Doce disse...

Não Ana. Não basta um amor e uma cabana mas também não chega apenas a amizade que fica ou viramos irmãos. Há que alimentar alguma coisa que ainda nos faça levantar o pezinho quando beijamos ou estamos tramadas como mulher.

Quanto a esquecer amores que nos marcaram, nem tentes. Eles podem voltar com a força toda nem que levem muitos anos.

beijos em fim de sábado

Mike disse...

"... com um amor sem explicação": também entendo assim. Há coisas que as pessoas insistem em explicar e só depois de amadurecerem percebem que há algumas que não se explicam. E concordo com a Pitanga, i.e., os brasileiros usam uma palavra que em português de Portugal é feia, mas quando se perde entre o casal, o maor já era. ;-)

Pitanga Doce disse...

Entendi a palavra, Mike, e concordo contigo. Já era mesmo!

bacouca disse...

Pitanga,
Os amores são diferentes. Um casal quando se ama o seu amor passa por diversas fases mais amadurecidas mas nunca deixando de se amar como homem e mulher. Até há uma frase que eu aprendi: o amor é como a lua - se não cresce,decresce! Claro que tem que ser "trabalhado", mimado para não perder a surpresa, o interesse e continuar a fazer sentir um arrepio,num gesto, num olhar, etc,etc!
A Liz Taylor toda a vida,quem amou verdadeiramente? Mas quantas vezes se casou para acabar sempre na desilução?
Beijo

bacouca disse...

Mike
À Pitanga dei o exemplo da Liz Taylor: o grande amor da vida dela até nem tinha explicação: nao lhe dava estabelidade, nao a ajudava em nada.
Quanto à palavra "feia" em português, claro que é como o sal para a comida: em novos abusamos, na meia idade vamos moderando lentamente e quando chegar aos 80 uma pitada também lhe dá graça!
E deixa de haver um verdadeiro amor?
Um xi