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terça-feira, 14 de setembro de 2010

QUE SAUDADES...DAS AULAS!!!

As aulas começaram ontem e como dizem que, com a idade, recuamos com mais facilidade para as recordações mais antigas (!), deve ser por esse motivo que me lembrei de escrever este post.

"Vi" logo a caixa de madeira com um ou dois andares, onde se guardavam os lápis, a borracha, o afia lápis e a caneta (nada de esferográficas). depois a pasta de couro, para durar a primária e o secundário onde eram guardados os livros e cadernos, cuidadosamente encadernados pela Mãe (na primária) ou por mim.

Sinto ainda o cheiro da caixa reforçada pelo conjunto do material, principalmente a borracha!

Também adorava folhear os livros e meter lá dentro o nariz! Depois havia todo o cuidado com a bata. Não foi por ter andado em colégios particulares onde era obrigatório, mas acho o processo mais democrático que há: não havia cá roupas de marca nem passagem de modelos, ficando muitas meninas a olhar...Vestíamos todas igual!

Fui sempre uma aluna mediana, malandra e tirando partido das situações!

Na primária há três coisas de que me recordo:

- as aulas de ballet;
- o lanche dado a meio da manhã com o delicioso
sumo de laranja;
- a cena que fazia para a professora ter pena de mim, quando não tinha feito os deveres ou não sabia a matéria: olhava para o dedo mindinho e era certo sabido que começava a chorar...pois fazia-me imensa pena de 5 aquele ser o mais pequenino, indefeso!

Esta atitude dava para um estudo de psicologia mas a verdade é que resultava: a professora não me ralhava nem punha de castigo!

Depois do 1º até ao 5º ano fui para o colégio S, José de Clunny, em Luanda, com uma interrupção no 4º ano, que fiz no colégio Nª. Sra. do Rosário na Foz.

Deste último, recordo-me do divertimento que era na carrinha que nos ia buscar a casa e à saída com os meninos do colégio dos maristas ali ao lado! Era ver quem levava mais piropos! Para mim de muitos(!) o que mais me marcou foi de 2 rapazes em que um comenta para o outro: e quer o meu pai que eu vá para padre!!!

No colégio, em Luanda, as histórias foram muitas! Já aqui contei a redacção sobre o pirilampo,
mas muitas outras ficaram guardadas na caixinha deliciosa das traquinices com as freiras e professoras. Algumas até mázinhas!

Fico tentada a mencionar pelo menos uma. Havia uma professora que não rapava os pelos debaixo dos braços. Fazíamos apostas para ver se era capaz de chegar ao pé dela, sentada na sua secretária e dizer: Sra. Prof. mostre-me os seus tufos! Claro que eu dizia isto tão depressa que ela perguntava: o quê??? - Tenho uma dúvida e gostava que me esclarece-se - respondia eu. A turma fazia um esforço medonho para conter a gargalhada e eu ganhava a aposta!

Como o colégio só tinha até ao 5º ano fui para o Liceu D. Guiomar de Lencastre acabar o liceu. Julgo que já estava "cheia" de traquinices que pouco me recordo deste período. Ainda frequentei o 1º ano de Economia mas depois fui estudar para a Rodésia, em Salisbury.

Que belos tempos esses, mas só para maiores de 21 anos. Um dia pode ser que resolva contá-los...

Conclusão: as recordações são óptimas do tempo de estudante, as minhas melhores amigas são desse período e mesmo ligando pouco aos estudos, na minha vida profissional como secretária, posso dizer sem vaidade, que foi difícil ir mais longe!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A BOMBEIRA - HOMENAGEM PÓSTUMA

"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia
Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira
voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma
primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, uma jovem daquelas
que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar
os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis;
se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser
mesmo importante, é mandatária de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias
acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e
bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega
mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um
gajo sabia que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu:
anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas
dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma
coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui.
Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de
21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós
sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar
das "Josefas que são o sal da nossa terra?"

Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias


Um exemplo a ser seguido por muitos!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

UMA BOA SEMANA

"Mais do que coisas novas, aquilo que precisamos é de uma maneira nova de ver as coisas.

Não é o que acontece numa sociedade envelhecida e cínica, que gere as crises com oportunismo e sem referências a valores, e uma cultura que legaliza disfarçadamente a violência e a morte, parecendo trazer novidade, mas revelando tão só esgotamento e vazio.

Quem não vir o bem no âmago da realidade nem sequer chega a compreendê-la e não tem futuro."

P. Vasco Pinto de Magalhães, s.j.

sábado, 11 de setembro de 2010

ACONTECIMENTOS QUE NÃO SE PODEM ESQUECER



















Estava no Algarve quando vimos estas imagens pela TV. O choque foi brutal e fiquei com a noção que o mundo, a partir desse momento, iria mudar.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O MEU CASAMENTO

Ao iniciar os preparativos para o casamento da minha filha sou forçosamente levada a pensar, com um sorriso, no meu casamento.

Foi a 14 de Junho de 1975, ano muito conturbado. O Vabenne vivia em Lisboa, onde estudava arquitectura e eu no Algarve, depois de regressar de Luanda, com a Mãe e irmãs. O Pai, que nunca acreditou que teria que deixar Angola e sendo administrador de uma grande empresa de exportação de café, vinha de 3 em 3 meses a Portugal.

Como eu não queria ficar cá "fechada" dado os contornos políticos que se estavam a prever e como o Vabenne não conseguia ter aulas com as "rga",pensamos em sair do país. Resolvemos escolher França por ser mais vantajoso para o Vabenne (apesar de não conhecermos lá ninguém), do que o Brasil que eu tinha preferido e onde o Pai tinha contactos.

Mas para sairmos tinhamos que casar. Irmos os dois viver juntos julgo que seria um desgosto para ambas as famílias! Mais uma diferença em apenas 35 anos!!!

O casamento seria em Lisboa. Escolhemos a capelinha dos ingleses em Cascais mas a mesma foi-nos desaconselhada pois seriamos insultados de "facistas" por grupelhos do MRPP, PC,etc,etc,etc, tendo já havido confrontos noutras situações. Portanto Sé de Cascais. Nem a igreja podemos escolher...

O Vabenne ficou de escolher o local para jantar: qual aperitivos, 2 pratos, buffet de isto e daquilo. Um jantar simples só com a família mais próxima. Qual lista de casamento ou "envelopes".

Precisávamos de dinheiro para enfrentar os 1ºs tempos em Toulouse e de uma tenda de campismo, 2 boas mochilas e apetrechos para cozinhar. Fotógrafo? Dos presentes havia quem tivesse máquina!

Nos arredores de Cascais havia 2 restaurantes de 2 irmãos muito parecidos fisicamente, com nomes muito semelhantes e ambos bons: o Broa de Trigo e o Pão de Trigo (se a memória não me falha). Provavelmente com o nervosismo, a tensão, ambos foram contactados, visitados e escolhido o jantar, sem o Vabenne se aperceber. Concluindo: havia 2 restaurantes a aguardar o mesmo casamento!

A noiva teve que esperar pelo noivo, a missa foi celebrada pelo P. Roque Cabral, grande amigo do Pai desde o Colégio das Caldinhas e, no final uns dirigem-se para o Broa de Trigo e outros para o Pão de Trigo! Espera que espera,telefonemas para uns, telefonemas para outros e finalmente...o encontro de não mais de que uma dúzia de pessoas!!!(irrita-me este buzinar dos carros aqui no norte quando seguem em fila para o local mas são capazes de ter razão!).

O Pai emprestou-nos,para a lua de mel, um Fiat Coupé que tinha mandado vir de Itália de importação que já não seguiu para Angola.

O Vabenne tinha em segredo o sítio onde iríamos dormir essa noite. Fomos a Carcavelos trocar de roupa (apesar do meu vestido ser curto era muito bonito e do Vabenne levava um casaco emprestado de um irmão) e buscar a mala.

Já seria tarde, talvez 23.00h ( quais 4, 5 ou 6 da manhã) e dirigiamo-nos em direcção a Colares,
quando o Vabenne vê um homenzinho na estrada a pedir boleia e resolve dar-lhe! Muitas vezes comentamos o perigo que corremos e como coubemos os 3 no coupé!!!

Voltas, curvas, subidas e quando o homem ficou no sítio que queria o Vabenne apercebesse que estava perdido! No meio do nada, escuro que nem breu, sem placas ou sinalizações a indicar Colares! Telemóvel? GPS? Mais uma diferença de 35 anos!!!

Enfim lá apareceu uma luzinha e assim chegamos ao destino. Eram 4.00 da manhã. Tudo fechado. Toca a bater, a carregar na campainha. Aparece o dono e qual o espanto quando nos vê: esperou, esperou e como não aparecemos alugou o nosso quarto.

Devo dizer que é uma pousada com meia dúzia de quartos, o mais familiar possível. Solução: dormir num anexo e no dia seguinte passar para um quarto. Eu ria-me que nem uma tola e só me lembrava: sou a Cinderela que se atrasou!

No dia seguinte lá nos mudamos e estivemos mais 2 dias. Voltamos lá uns anos depois e continuava muito agradável: Pousada do Leão!

Poderia ter havido mais peripécias num casamento? Poder podia...mas estas chegaram para as recordar para sempre!!!

E a lua de mel???

CASAMENTO À VISTA...(II)

Como numa geração, tanta coisa mudou!

Estou, com a minha filha que vive em Itália, a delinear o casamento dela. Isto só é possível ao skype e aos voos low cost! Vai ser em Maio e apesar de faltarem 8 meses não é muito tempo nem ansiedade de Mãe!

Gostavam de casar num sitio com vista para o mar (e local em condições e para o nº de pessoas?), vão trazer de avião família e os amigos italianos, que terão que ser transportados (será de autocarro) para Viana, instalados e depois levados novamente ao aeroporto! Isto começará dia 6 e acaba a 8!

Tudo muito simples, muito familiar mas com uma logística nada pratica.

Isto dá horas de skype, busca de locais, confirmação de possibilidades e vindas a Viana. Daqui a uma semana já cá estão. Só por isso, já vale este casamento!

Agora levo isto na desportista, mas quando o tempo for passando acho que o nervosismo vai ser grande: os convites, o vestido, a escolha definitiva do sítio, a escolha da ementa, a escolha da decoração, a recepção aos italianos, a sua cómoda e simpática instalação em locais agradáveis, etc, etc,etc.

Se se ouvir gritar "HELP" já sabem quem é: uma bacouca que já vibra de felicidade mas está meia tonta sem saber para onde se virar!!!

Sei que terei ajuda e todo o apoio mais não seja... psicológico.
Adoro-vos Rita e Filippo.

Minha querida Sara ainda mais valor dou ao que fez com a sua Mãe para que o vosso casamento fosse tão bonito. Ainda falamos dele!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PARA DESCONTRAIR...

 Numa Discoteca Africana....

- A minina dança?
- A mulatinha levanta-se:
- Não, vô mijá.
- Vai mijá mas vorta?
- Não, vou mijá imbora!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FIZ MAIS UMA ESCOLHA...

Caraças!

Faço tudo para ter sempre a cabeça fora de água, apesar de várias vezes engolir uns pirolitos e remar contra a maré (ficando cansada), mas tenho alturas que parece que uma força invisível quer que eu me afogue.

Estive há pouco agarrada a uma"tábua" onde meditei na estratégia das próximas braçadas. Sentindo-me mais confiante, resolvi lançar-me para chegar a porto seguro.

Começo a "ver" uns tubarões, uns polvos gigantes e até uns chernes e apesar de não querer desanimar aquilo meteu-me medo e deixou-me outra vez desacreditada se a minha sanidade mental iria aguentar.

Tive que berrar, bracejar para não deixar que a cabeça fosse outra vez "tapada" por essa onda e pensei: que se dane, vou-me abstrair disto e pensar nas coisas boas que me agradam, nas recordações óptimas que tenho.

Começei com este exercício mental, abstraindo-me de tudo o que me preocupava, metia medo ou me deixava triste e assim fui arrastada uns metros quando me aparece um rochedo.

Subo e qual é o meu espanto quando vejo que não tinha nada! Encontrei somente uma "CRONICA DO ROCHEDO" que conseguiu transmitir-me um vazio. Carago é demais para uma mulher!!!

Portanto decidi: a partir de hoje e até chegar a terra firme só vou seguir as "correntes" que são utilizadas pelo platon florescente e peixinhos alegres!!!

Tenho dito...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A JUSTIÇA É CEGA MAS A INJUSTIÇA... VÊ...

Vai apoderando-se de mim, o pressentimento de que todos os valores importantes da sociedade se estão a vulgarizar, tornando tudo banal, sem ética, sem princípios!

Já deixei há muito de ver os telejornais porque detesto ser manipulada por gente estúpida.

Já deixei de ler os jornais, porque não tenho capacidade de encaixe para ver qualquer imbecil escrevinhar a sua opinião.

Acompanho os assuntos importantes do nosso país
através de informação séria e não tendenciosa.

Isto com o propósito de não vir sequer a pensar como Dagmar V. Rodrigues:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".


A fotografia não foi tirada de nenhum sítio pecaminoso. Foi escolhida do Google.
E foi escolhida por mim pois retrata a vergonha em que se encontra o país.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SETEMBRO


Sendo doze, tenho uma preferência especial por dois meses do ano e um começou agora: Setembro!

O outro é o mês de Maio.

Pergunto-me o porquê destas "manias":
- Será porque a sonoridade me agrada?
- Será por algo me ter marcado?

Depois de todos os anos meditar sobre isto, julgo que a razão poderá ser esta: meses de transição para estações opostas.

Por norma, são períodos serenos que me vão habituando, aos poucos, ao calor e ao frio, aos dias longos ou às noites compridas, ao prazer de andar fora de casa ou ao conforto de um bom livro com a manta e a lareira a crepitar.

Dias em que começo a aperceber-me da variedade de cheiros, as flores a despontar, o burburinho das pessoas, a excitação dos "amores coloridos", o mar convidando para um belo mergulho, ou, em oposto,
em Setembro a chuva tem um cheiro especial, as folhas lentamente vão tomando os meus tons preferidos, o tempo transmite-me paz e o colocar um simples casaco de malha de manhã e ao fim do dia, transmite-me um aconchego ao qual gosto de associar a uma bebida quente.

Aguardo, uma vez mais com alegria, este Setembro!