Hoje fazia anos Mãe. 76 anos. Imagino como seria e só posso imaginar uma senhora de figura frágil ( mas tão forte de princípios e força de vontade), sempre bonita, com o seu ar e sorriso bondoso e com os seus cabelos prateados ou de um loiro muito suave.
Tenho muitas saudades da sua presença, dos seus conselhos, das suas palavras sinceras e tão amigas.
Mas sei Mãe que está melhor onde se encontra: está acompanhando todos os que lhe são queridos e a todos dá um sinal de coragem, de alegria, de conforto. Disso não tenho dúvidas!
Como aguentaria aqui a perda do seu neto quando eu sei que estiveram e estão juntos? Como aguentaria ver a minha dôr aqui, quando eu sinto as suas palavras de consolo tão fortes e animadoras que me diz?
Está melhor onde está Mãe e eu fico feliz por isso. Hoje mais do que nunca, hoje com mais certeza do que julguei ter.
Muitos parabéns querida Mãe!!!
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sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
LUA DE MEL - 6ª PARTE E FINAL!!!
Tenho que acabar este capítulo da minha vida pois senão é uma vergonha! Começei a escrever ainda o ano passado e em meados de Maio ainda não terminei. Podia quase fazer um blog só com esta lua de mel, pois os episódios foram tantas, as sitações a que me expus tão variadas as emoções tão fortes que teria tema...!
Se conseguir claro, hoje termino pois vou resumir somente às funções que exerci, e não aos momentos e às emoções que os rodearam! Há alturas, contudo, que o coração fala mais alto!
Depois de trabalhar dos D Amou, fui apanhar cebolas. Trabalho muito duro fisicamente pois apanhava a hora do sol a pique, com um enorme campo à minha frente e sempre de cócoras. Era eu e 11 marroquinos. Faziamos uma pausa para fumar o nosso cigarrito e eles espantados com o trabalho rude só me diziam: vá para a nossa terra que nós, sendo pobres, não deixamos as nossas mulheres trabalhar assim. O único momento discontraido era quando tinhamos que limpar as cebolas: iamos para o armazem onde elas eram guardadas e, no fresco e sentados numa pilha enorme, tiravamos as cascas velhas às ditas. Dava para horas de paleio e troca de modos de vida!
Depois fui fazer as vindimas e o grupo era engraçado e alegre: tudo cantava e contava anedotas. Comi uvas até que me fartei. Juntavamo-nos todos ao almoço debaixo de um alpendre e eu só chegava a casa (castelo) depois das 5.00 na minha bicicleta. Ia feliz e contente por aqueles campos pois regressava ao lar onde tinha o Vabenne à minha espera cheio de saudades!
Eu não sabia o que era machismo naquela altura e nem me interessava: enquanto o Vabenne o Wagner, depois de um banho reparador ( eles tinham outros trabalhos agricolas com o D Amou) sentavam-se cá fora a tomar um aperitvo eu preparava o jantar ou passava a ferro feliz que nem a carochinha da história...!
Os serões eram passados na cavaqueira, mas deitavamo-nos cedo pois no outro dia madrugavamos.
Depois juntamo-nos os três na apanha da alface e encaixotamento das mesmas para o mercado abastecedor. Aí aprendi que se compra com os olhos e por isso fomos "industrializados" para colocar as melhores e mais viçosas por cima!
Estavamos em Outubro/Novembro e o frio era muito. Deixei várias vezes de sentir as mãos porque as alfaces estavam molhadas e tinha que bater com as mãos nas costas com muita força para elas "acordarem". Cruzavamo-las à frente e batiamos nas omoplatas!!! Começavamos a tirar a roupa(era às camadas) só para o fim da manhã. O nosso chefe e patrão aparecia logo ao início da jornada de calções e manga curta. Julgo que beberia aguardente não?!!!.
Depois fui convidada para ser baby sister a tempo inteiro da filhota de um empresário de uma fábrica. Começava a subir na carreira.
Aí surgiu uma convocatória para o Vabenne regressar a Portugal senão seria considerado desertor. Imagine-se Portugal em 75 em que a tropa era uma rebaldaria e todos eram dispensados. Passamos noites a ponderar o assunto e o Vabenne decidiu que era melhor voltar do que ter que passar a fronteira a "salto" sempre que quizessemos vir a Portugal.
E regressamos! Partimos duma madrugada no nosso 2 cavalos, arriscando a atravesar os Pirineus cheios de neve, num carro velho e sem correntes. Ao abrirmos a porta e estando o Wagner levantado para se despedir, estava afixada na mesma uma fotografia do Pinochet dizendo: procura-se vivo o morto. A nossa promessa tinha sido cumprida!!!
Foi uma lua de mel que nos uniu muito no sacrifício, no companheirismo na amizade que perdurou e perdura!
Se conseguir claro, hoje termino pois vou resumir somente às funções que exerci, e não aos momentos e às emoções que os rodearam! Há alturas, contudo, que o coração fala mais alto!
Depois de trabalhar dos D Amou, fui apanhar cebolas. Trabalho muito duro fisicamente pois apanhava a hora do sol a pique, com um enorme campo à minha frente e sempre de cócoras. Era eu e 11 marroquinos. Faziamos uma pausa para fumar o nosso cigarrito e eles espantados com o trabalho rude só me diziam: vá para a nossa terra que nós, sendo pobres, não deixamos as nossas mulheres trabalhar assim. O único momento discontraido era quando tinhamos que limpar as cebolas: iamos para o armazem onde elas eram guardadas e, no fresco e sentados numa pilha enorme, tiravamos as cascas velhas às ditas. Dava para horas de paleio e troca de modos de vida!
Depois fui fazer as vindimas e o grupo era engraçado e alegre: tudo cantava e contava anedotas. Comi uvas até que me fartei. Juntavamo-nos todos ao almoço debaixo de um alpendre e eu só chegava a casa (castelo) depois das 5.00 na minha bicicleta. Ia feliz e contente por aqueles campos pois regressava ao lar onde tinha o Vabenne à minha espera cheio de saudades!
Eu não sabia o que era machismo naquela altura e nem me interessava: enquanto o Vabenne o Wagner, depois de um banho reparador ( eles tinham outros trabalhos agricolas com o D Amou) sentavam-se cá fora a tomar um aperitvo eu preparava o jantar ou passava a ferro feliz que nem a carochinha da história...!
Os serões eram passados na cavaqueira, mas deitavamo-nos cedo pois no outro dia madrugavamos.
Depois juntamo-nos os três na apanha da alface e encaixotamento das mesmas para o mercado abastecedor. Aí aprendi que se compra com os olhos e por isso fomos "industrializados" para colocar as melhores e mais viçosas por cima!
Estavamos em Outubro/Novembro e o frio era muito. Deixei várias vezes de sentir as mãos porque as alfaces estavam molhadas e tinha que bater com as mãos nas costas com muita força para elas "acordarem". Cruzavamo-las à frente e batiamos nas omoplatas!!! Começavamos a tirar a roupa(era às camadas) só para o fim da manhã. O nosso chefe e patrão aparecia logo ao início da jornada de calções e manga curta. Julgo que beberia aguardente não?!!!.
Depois fui convidada para ser baby sister a tempo inteiro da filhota de um empresário de uma fábrica. Começava a subir na carreira.
Aí surgiu uma convocatória para o Vabenne regressar a Portugal senão seria considerado desertor. Imagine-se Portugal em 75 em que a tropa era uma rebaldaria e todos eram dispensados. Passamos noites a ponderar o assunto e o Vabenne decidiu que era melhor voltar do que ter que passar a fronteira a "salto" sempre que quizessemos vir a Portugal.
E regressamos! Partimos duma madrugada no nosso 2 cavalos, arriscando a atravesar os Pirineus cheios de neve, num carro velho e sem correntes. Ao abrirmos a porta e estando o Wagner levantado para se despedir, estava afixada na mesma uma fotografia do Pinochet dizendo: procura-se vivo o morto. A nossa promessa tinha sido cumprida!!!
Foi uma lua de mel que nos uniu muito no sacrifício, no companheirismo na amizade que perdurou e perdura!
domingo, 15 de maio de 2011
UMA BOA SEMANA
"Só uma profunda vida interior e uma visão adequada do mundo podem sustentar a esperança para além de qualquer crise. E neste mundo há crises e não podem deixar de existir dada a nossa vulnerabilidade e as dificuldades, mais ou menos grandes próprias da vida.
É um engano pensar num mundo sem luta. Ao deitar fora a oração, ao desistir do esforço, ao nivelar por baixo e sem exigência, ficamos prisioneiros das dificuldades e sem saída."
P.Vasco Pinto de Magallhães, s.j.
É um engano pensar num mundo sem luta. Ao deitar fora a oração, ao desistir do esforço, ao nivelar por baixo e sem exigência, ficamos prisioneiros das dificuldades e sem saída."
P.Vasco Pinto de Magallhães, s.j.
sábado, 14 de maio de 2011
COMO SOU FRÁGIL!!!
Mas não. Compreendi que para certos casos é preciso uma força estoíca e ela não existe dentro de mim.
Tento avançar dando dois passos para a frente mas logo a seguir recuei cinco. Fiquei pior do que estava e mentalizo-me que assim não atinjo os meus objectivos.
Paro, ganho folgo, trabalho esta cabeçinha e lá vou eu avançar uns seis passos. Fico contente pois já consegui mais que anteriormente. Mantenho-me assim mas uma recordação, um cheiro,uma frase e lá etou eu a ir para trás.
Parece um vira, ou qualquer outra dança, mas torna-se muito cansativa e frustrante.
Neste silêncio longo que aqui fiz, resultou uma conclusão que espero prosseguir, tanto na escrita, como no meu ia a dia: ando o que puder. Nem demais nem de menos mas nas medida das minhas possibilidades.
Que os meus amigos deste bairro blogueiro me compreendam e que eu volte a reatar as nossas
conversas, as nossas histórias, os nossos assuntos, que tanta falta me fazem!
sábado, 2 de abril de 2011
LUA DE MEL - 5ª PARTE
Estivemos 3 dias em casa dos Monpesant, depois da saída turbulenta do restaurante Darrouse. Eles eram amigos de um casal de agricultores e falaram em nós. Por sorte, foi o 1º ano que os D Amou aceitaram estrangeiros para a apanha de pêssegos na sua grande propriedade! Fomos apresentados e ficamos. Dormimos, inicialmente no andar inferior onde havia um quarto e casa de banho.Na verdade, trabalhar em restaurantes ou apanhar fruta não era propriamente a nossa profissão e rapidamente tornamo-nos amigos passando a ser convidados para refeições e serões no seio da família, constituída pelo casal e 4 filhos.
Nunca comi pêssegos tão bons como em Ville mur sur Tarne. Depois de acabada a apanha dos mesmos, fomos fazer a das maças continuando nós e um chileno, o Wagner, do grupo de estrangeiros.
Os D Amou tinham outra propriedade arrendada a um casal de italianos, os Rinna, com um pequeno castelo que só metade era ocupada pela família. Nós com o Wagner fomos para a outra parte, totalmente independente. Ainda estou a vê-lo à minha frente! Uma sala grande comum com lareira, e uma cozinha. Num canto arrancava umas escadarias em semi-circulo que dava para 3 quartos e casa de banho. Todos os quartos tinham uma lareira a ocupar uma das paredes.
Fui logo apanhar flores no campo que se espairava à frente para fazer as jarras, pus na mesa rectangular e comprida um cesto com frutas que o Vabenne tinha comprado no mini mercado, abri as janelas para a arejar. Havia lençois, toalhas, colchas, sofás, cadeiras, utensílios de cozinha, enfim tudo para, depois de dar o meu jeito, se tornar num "lar doce lar". Como meio de transporte tinhamos o nosso 2 cavalos, o "Pampas" e emprestaram-nos bicicletas.
Recebemos os Rinna que nos vieram dar as boas vindas e colocarem-se à disposição e eu senti, sentada tão feliz num sofá, que ira iniciar as minhas funções de dona de casa de uma maneira sumptuosa, para quem andava de mochila e a dormir, confinada a um quarto!
Que tempos inesquecíveis que passamos aqui. Mesmo depois de terminado o trabalho dos D Amou, fomos convidados por outros agricultores amigos para outros trabalhos, mas continuamos a habitar o castelo.
Durante a semana saiamos cedo e de bicicleta iamos os três para os trabalhos agrícolas e vinhamos almoçar a casa sempre com o tempo contado. Regressávamos por volta das 5,00h. Envergava as saias compridas, punha um chapeu de abas largas e dava caminhadas que me enchiam de paz, a observar os pássaros, as plantas e s flores campestres. Por vezes ia até aos Rinna ver a fazer massa fresca ou a colher os ovos ou a passar a revista à horta que tinham, comendo pelo percurso um belo tomate ou mastigando umas ervas aromáticas!
Depois de um vigoroso banho fazia o jantar para os 3 e terminado o mesmo, ficavamos na cavaqueira, sempre com velas acessas e fumando os nossos cigarros Gitannes!!!
Eu e o Vabenne encontravamo-nos lá devido a uma revolução que tomava contornos políticos direccionado para o comunismo e o Wagner era Secretário de Estado da Agricultura do Allende, tinha sido preso na altura do Pinochet e tinha fugido com a ajuda da Igreja Católica. Era um socialista ferrenho. Fizemos um pacto: não falar de política.
Por hoje termino aqui e juro que o próximo capítulo será o final desta atribulada mas maravilhosa lua de mel!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
LUA DE MEL - 4ª PARTE
Em Novembro, terminei a 3ª parte da minha lua de mel. Penso que será bom pegar novamente na "gaveta" da memória onde ela está bem guardada, e terminar pois senão fica este tempo da minha vida sem conclusão.Esta foi a minha 1ª lua de mel, pois no decorrer de 36 anos de casada, tive a felicidade de ter outras (mas sempre com o mesmo marido!) Na verdade a 1ª é a marcante!
No restaurante fazia um pouco de tudo: lavava as casas de banho, engraxava os sapatos da família Darrouse, limpava o bar e servia à mesa. E é verdade: tinha que andar a fugir do filho Darrouse pois julgava-se D. Juan. O Vabenne lavava os apetrechos utilizados na cozinha e todos os utensílios das mesas do restaurante.
O dia a dia não era fácil, mas como jovem e a fazer algo que nunca tinha feito, levava tudo na desportiva.Havia mais 4 empregados para servir e outros 2 a ajudar na cozinha. Tínhamos uma convivência agradável e cúmplice entre todos. Claro que servi gente interessante, outra importante e outra fútil a qual tive se recusar muitos convites para sair depois do serviço...O Vabenne passava os dias e noites na cozinha pois a loiça era muita e caiu-lhe umas 5 vezes a pele das mãos devido aos detergentes e água quente.
O nosso dia de folga era à segunda-feira e como tínhamos comprado ao jardineiro do restaurante um 2 cavalos com 14 anos, aproveitávamos para conhecer os arredores e almoçavamos baguettes com diversos queijos, fois grais, fruta e bom vinho. Sabia-nos pela vida!
Como estávamos ainda ilegais, postos por um funcionário do serviço de emprego e sabendo
que não podíamos fazer queixa, ao fim do mês não nos pagavam o combinado. O Vabenne aguentou isto 2 meses e saímos.
Regressamos a casa dos nossos amigos Monpesant.
P.S. Continua mas estou a ver que tenho que abreviar!!!
quarta-feira, 30 de março de 2011
ATÉ JÁ!!!
Penso que chegou o momento certo de me decidir a reiniciar a escrever, pois aguardei pacientemente que tudo o que me aconteceu no início do fim do ano fosse "digerido" sem revolta, apesar da imensa dor e saudade que me causa.
O nosso controle,por vezes foge-nos e ainda tenho muitos momentos que sinto as lágrimas a correrem-me pela cara, seja na rua, em casa ou no trabalho. E para as controlar tenho que fazer um grande esforço para parar: por vezes são coisas simples como um bonito dia, a magnólia toda branca no Inverno, uma música, ou alguma palavra. Outras vezes se estou sozinha, "solta-me" as recordações do Afonso e aí as lágrimas esgotam-se.
Contudo, aos poucos tento encontrar a tranquilidade e a paz, que me fazem encarar o dia a dia, através de "defesas": escrevendo na pagina dele do FB, a qual os amigos pediram para a deixar aberta, nas boas lembranças que me traz uma vida vivida em pleno, cheio de alegria, energia, amizades e também estou a delinear um blogue mais pessoal.
Faz-me bem falar do Afonso e é isso que eu tenho que fazer para viver o luto.
Sinto que deixei, mais do que dantes, de fazer projectos, dos momentos em família não serem tão felizes, do dia a dia me passar um pouco ao lado sem a mesma intensidade, alegria e humor. Sinto que, se uma parte de mim ficou, outra partiu.
Mas vou batalhando para aproveitar bem o marido e filhos, o meu, cada vez mais encantador neto (!) e os amigos. Amigos esses que tem sido incansáveis e deste mundo blogueiro, a minha querida Laura. Longe acompanhou-me sempre com as suas mensagens de encorajamento. Bem haja minha querida.
Assim, e sempre que puder, vou marcar aqui presença. Até já!
O nosso controle,por vezes foge-nos e ainda tenho muitos momentos que sinto as lágrimas a correrem-me pela cara, seja na rua, em casa ou no trabalho. E para as controlar tenho que fazer um grande esforço para parar: por vezes são coisas simples como um bonito dia, a magnólia toda branca no Inverno, uma música, ou alguma palavra. Outras vezes se estou sozinha, "solta-me" as recordações do Afonso e aí as lágrimas esgotam-se.
Contudo, aos poucos tento encontrar a tranquilidade e a paz, que me fazem encarar o dia a dia, através de "defesas": escrevendo na pagina dele do FB, a qual os amigos pediram para a deixar aberta, nas boas lembranças que me traz uma vida vivida em pleno, cheio de alegria, energia, amizades e também estou a delinear um blogue mais pessoal.
Faz-me bem falar do Afonso e é isso que eu tenho que fazer para viver o luto.
Sinto que deixei, mais do que dantes, de fazer projectos, dos momentos em família não serem tão felizes, do dia a dia me passar um pouco ao lado sem a mesma intensidade, alegria e humor. Sinto que, se uma parte de mim ficou, outra partiu.
Mas vou batalhando para aproveitar bem o marido e filhos, o meu, cada vez mais encantador neto (!) e os amigos. Amigos esses que tem sido incansáveis e deste mundo blogueiro, a minha querida Laura. Longe acompanhou-me sempre com as suas mensagens de encorajamento. Bem haja minha querida.
Assim, e sempre que puder, vou marcar aqui presença. Até já!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
UMA BOA SEMANA
"Em tempo de desolação não se fazem mudanças. É um antigo princípio de sabedoria que se pode traduzir assim: quando andas em baixo, não faças opções.
Sim então não se tem luz nem discernimento para o fazer.
Espera pacientemente, clarifica-te, que chegará o momento certo da decisão."
P. Vasco Pinto de Magalhães
Sim então não se tem luz nem discernimento para o fazer.
Espera pacientemente, clarifica-te, que chegará o momento certo da decisão."
P. Vasco Pinto de Magalhães
UPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
Tenho que "desfazer" as amarras que quase não me deixam aperceber que os dias passam, tenho que deixar de mentir a mim mesma que o Afonso foi fazer uma viagem demorada, até à Austrália a ver se o negócio dos frangos dará para a Mãe,tenho enfim que enfrentar a realidade e viver o luto, com todas as suas etapas, pois não sou a única que passa por esta dor sem nome e esta saudade sem fim.
Se conseguiram resistir eu também irei lutar para isso!
Quero voltar a estar com os meus amigos, falar de coisas sérias ou banais, viver a minha vida com os seus altos e baixos. Desbloquear, enfrentar, reagir.
Uma amiga minha, que viveu o mesmo que eu, criou este video no YouTube "Até breve Afonso" que adoptei como minha oração e ensinou-me a dar o grito de coragem quando me for abaixo: UPAAAAAAAAAAAAA!!!
Com estas duas coisas e os apoios que não me têm faltado, irei sobreviver a este embate da vida!!!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
SERVIÇO 118 - ROUBO DESCARADO!

Sendo cliente da concorrência, não tenho direito a lista telefónica da PT.
Assim,quando preciso de saber um número toca a ligar o 118.
Aparece sempre a mesma gravação, já programada para demorar um certo tempo:
-Diga se é instituição ou empresa.
............................................................
-Nome da mesma.
............................................................
-Localidade da mesma.
............................................................
Percebi:
- Empresa X em Y
............................................................
Se estiver correcto marque 1
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Empresa X em Y existe. Tome nota do número.
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Empresa X em Y: um momento que vamos passar a um operador. Obrigado.
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Bom dia fala a Sicrana. Qual o número de telefone que pretende?
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Disse empresa X na localidade Y?
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Lamentamos informar mas não temos registo da empresa nessa localidade.
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Deseja mais alguma coisa em que poderei ser útil?
........................................................................................................................................................
Estas chamadas não são grátis! Pagamos e bem.
O que mais falta para estes assaltos aos nossos bolsos? Andar tudo de pistola e praticar os roubos à descarada?
Detesto que me façam passar por lorpa...
*os pontos(.....) são as pausas em que ficamos pendurados ao telefone e quando termina durou
uns largos minutos e a orelha ferve!
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